domingo, 24 de fevereiro de 2013


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/lixo/lixo-todos-produzem-todos-cuidam-633665.shtml

Lixo: todos produzem, todos cuidam
Eis mais um grande desafio! A Política Nacional de Resíduos Sólidos, já em vigor, estabelece a responsabilidade de todos por tudo que consumimos e descartamos. Isso quer dizer que as empresas terão de fabricar produtos que deixem menos resíduos e que sejam mais recicláveis. O consumidor está proibido de queimar lixo a céu aberto ou jogá-lo em ruas, praias e rios. E, no caso de alguns produtos, terá que devolvê-lo ao fabricante, para que este os recicle.
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Afonso Capelas Jr. - - Edição: Mônica Nunes
Planeta Sustentável - Junho de 2011*


Agora somos todos responsáveis pelo descarte de resíduos no país. Tanto quem produz, como quem consome. Por isso, é cada vez mais vital que estejamos bem informados, não só sobre detalhes da nova lei, como, também, sobre como descartar qualquer produto, de forma correta. E mais: com a consciência de que é preciso consumir cada vez menos.

- Computadores e outros eletrônicos encostados em casa podem ser doados a empresas e projetos que recuperam e doam esses equipamentos para escolas.Material sem recuperação segue para a reciclagem.

Lâmpadas fluorescentes contêm mercúrio, um metal pesado, e por isso devem ser enviadas para reciclagem específica. As incandescentes, halógenas e de sódio de baixa pressão podem ser recicladas normalmente, mesmo quebradas.

NÃO RECICLÁVEIS 
Você sabe que alguns materiais e produtos não podem ser reciclados de jeito nenhum? Neste caso, o único destino possível é o aterro sanitário ou o lixão.” Mas claro que tudo depende do local onde você mora. Há lugares no Brasil que pouco reciclam e outros nos quais a coleta está bem avançada. Portanto, informe-se com a prefeitura e as cooperativas sobre as possibilidades de sua região e separe o lixo de acordo com essa orientação”, explica Patrícia Blauth, da ONG Menos Lixo. Se tiver disposição, que tal ampliar essas possibilidades e iniciar uma campanha de conscientização em seu bairro ou na sua cidade? Abaixo, indicamos o que geralmente não dá para reciclar:
PAPÉIS
- papéis com muita cola, como adesivos tipo “post-it”, etiquetas, fitas crepe e “durex”. A consultora da Menos Lixo explica: “Um envelope com etiqueta e selo é aceito; embora a dica educativa a ser dada é pela simplificação: envelopes sem janela de celofane”;
- papel carbono, celofane e manteiga;
- guardanapos, papel toalha e papeis higiênicos usados;
- papéis metalizados, parafinados e plastificados;
- fotografias;
- recibos de cartão de crédito e débito. Por isso, é mais legal recusar a sua cópia.
PLÁSTICOS 
- filmes plásticos que embalam objetos e alimentos, limpos ou usados;
- cabos de panela;
- isopor, mas algumas cooperativas aceitam o de embalagens de eletrodomésticos, apenas;
- teclados de computador;
- acrílicos;
- esponjas e espumas, como as usadas em travesseiros, colchões e almofadas;
- sacolas e sacos plásticos sujos, mas checar com prefeituras e cooperativos se os limpos podem ser reciclados.
VIDROS
- espelhos;
- cristais;
- vidros temperados;
- ampolas de medicamentos
- artigos feitos com fibra de vidro, que é usada na fabricação de cestos de lixo, baús de motos, barcos etc;
- lentes de óculos.
OUTROS 
- cerâmicas, louças e porcelanas;
- tecidos naturais e sintéticos tipo TNT, Perfex e Tyvek;
- cotonetes, fraldas e absorventes, limpos ou usados;
- cortiças: painéis ou rolhas de bebidas;
- peças de couro como sapatos, cintos e bolsas, entre outros;
- peças de fibras vegetais como vime, palha, etc.
- blisters (cartelas de remédio) e remédios podem ser entregues em farmácias que promovem essa coleta;
- pilhas e baterias devem ser descartadas em pontos de coleta especializados
- seringas, algodões e gazes usados.

PLÁSTICO NO MAR 
Um dos grandes problemas das sacolas plásticas no mundo é que cerca de 0,5 % delas acaba em rios, lagos e oceanos. Parece pouco, mas são quase 90 milhões de sacolinhas ao ano que chegam aos mares do mundo, muitas vezes em forma de fragmentos. Além de formar uma fina camada de lixo plástico na água, são ingeridos por animais marinhos, que acabam morrendo.

A jornalista Liana John – que você certamente já conhece do blog Biodiversa – viajou com cientistas para acompanhar suas pesquisas sobre o lixo plástico acumulado no Oceano Atlântico. A viagem foi relatada por ela, quase diariamente, em um mapa que destacamos em


 Cuide Bem do Nosso Planeta!
Plante...


Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/cultura/assista-ao-video-enquanto-livro-pantanal-linha-d-agua-nao-vem-731124.shtml


PAISAGENS AQUÁTICAS

Assista ao making of do livro ‘Pantanal, na linha d’água’

Com lançamento previsto para março, o novo livro fotográfico da National Geographic Brasil, com imagens de Luciano Candisani, privilegia composições e luzes que evocam a essência, a beleza e importância do ciclo das chuvas para a vida no bioma. Em seu blog, no site da revista, o fotógrafo apresenta vídeo com flagrantes desse trabalho subaquático


Conhecido como Paraíso das Águas, o Pantanal mato-grossense é uma das maiores áreas úmidas do planeta. No bioma, a vida fervilha com o intenso movimento dos pássaros, peixes, répteis e mamíferos. Inúmeros registros fotográficos da biodiversidade da região já foram realizados, mas são as águas rasas e turvas as menos frequentadas pelas câmeras.

É exatamente esse o tema do novo livro fotográfico da National Geographic Brasil, intitulado Pantanal, na linha d’água: a dinâmica das águas na planície do bioma. A obra, com, imagens belíssimas de Luciano Candisani, será lançada em março, e ainda conta com textos de José Eduardo Camargo, redator-chefe do Guia Quatro Rodas.

A ideia do título do ensaio partiu do designer da revista, Roberto Sakai, após imersão na narrativa visual de Candisani, que se estende ao longo das mais de 300 páginas do livro, com design de Cris Veit, diretora de arte da NG Brasil. "Foi dessa linha de encontro entre rios e suas margens mutáveis, a linha d’água, que brotou a minha interpretação da grande planície", conta o fotógrafo em seu blog.

Confira o vídeo, que registrou a produção das imagens subaquáticas desse trabalho, no blog do fotógrafo, que vale acompanhar sempre.

Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/consenso-escola-familias-parte-aprendizagem-filho-725423.shtml

Getty Images / Royalty Free

RELACIONAMENTO FAMILIAR

O dever de casa dos pais

É consenso dentro da escola que as famílias devem fazer sua parte na aprendizagem dos filhos. Entenda como dar suporte, mesmo com a agenda apertada

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Paulo de Camargo
Claudia - 11/2012
Quem tem filho na escola percebe logo: o que mais se espera da família é participação e mais participação. Não à toa, ela vive recebendo convites para apresentações de artes, feiras de ciências, festas e eventos esportivos. Sem falar das reuniões de praxe e das eventuais convocações individuais. Tantas tentativas de aproximação têm razão de ser. "Diferentes estudos mostram que a presença dos pais na educação dosfilhos é um dos maiores, senão o maior, fator ligado ao sucesso escolar", diz Ernesto Martins Faria, economista e autor do portal Estudando Educação, que reúne pesquisas na área. O especialista em sistemas deavaliação de ensino José Francisco Soares completa: "A probabilidade de isso ter efeito positivo no desempenho dos alunos é tão alta que a busca de uma maior integração escola-família deve ser parte decisiva dequalquer projeto educacional".

No fundo, ainda que de modo intuitivo, as famílias também sabem o que já é consenso entre os educadores. Em uma pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) com o Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, que sondou 840 pais de alunos da rede pública da cidade de São Paulo, os entrevistados consideraram a própria participação na vida escolar do filho como o terceiro fator mais importante para o professor ensinar melhor, atrás de uma boa formação universitária e um salário satisfatório. Na contramão de todas essas constatações, porém, as famílias são cada vez menos presentes. Em outro estudo da FVC, que traçou o perfil doscoordenadores pedagógicos, 78% deles disseram que há pais que se interessam e se envolvem, sim, mas uma parcela significativa nem sequer dá as caras na escola. O mais alegado empecilho é a falta de tempo, já que tanto pais quanto mães hoje cumprem jornadas de trabalho extensas e exaustivas.

Até quem tenta manter um sistema tête-à-tête nem sempre acerta no tom. "As famílias que conseguem acompanhar a vida escolar do filho de maneira adequada, infelizmente, não são a maioria", estima a psicopedagoga Nívea Fabrício, conselheira da Associação Brasileira de Psicopedagogia e diretora do Colégio Graphein, em São Paulo. Na pesquisa da FVC com pais paulistanos, o que foi aprendido em aula e a lição de casa só aparecem em quarto e quinto lugares do ranking de assuntos abordados nos papos com os filhos sobre a escola. Nas três primeiras posições, estão brigas, drogas e colegas de classe.

Se as famílias falam menos do que o desejado sobre assuntos que interessam diretamente à aprendizagem, imagine ter uma participação mais ativa. Uma análise dos microdados recentes do Sistema Nacional deAvaliação da Educação Básica (Saeb), feita por Ernesto Faria a pedido de CLAUDIA, mostrou que 94% dos docentes relacionam as dificuldades dos seus alunos à falta de assistência e acompanhamento dos responsáveis nos deveres de casa e nas pesquisas.

Segundo a coordenadora pedagógica do Colégio Equipe, em São Paulo, Luciana Fevorin, é mais frequente que os pais de crianças na educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental fiquem lado a lado na hora da lição de casa do que os que têm filhos na segunda etapa do fundamental e no ensino médio - estes procuram fazer uma observação global do comportamento com os estudos. Sentar-se junto para assessorar nas tarefas pode ser positivo desde que se respeitem certas regras.

Mas, mesmo quem não tem brechas na agenda para tanto pode contribuir com a aprendizagem. "Existe uma ideia de que família presente é só aquela que fica, diariamente, ao lado do filho para ajudar a fazer a lição, informando, corrigindo, ensinando. Mas há outras formas efetivas de participação", avisa a pedagoga Débora Vaz, diretora do Escola Castanheiras, em Tamboré, na Grande São Paulo. "Até porque a sistematização de conhecimentos é função da escola, não da família, que deve apenas se preocupar em criar um ambiente rico e propício aos estudos", afirma a socióloga Gisela Wajskop, diretora do Instituto Singularidades, um dos mais bem avaliados cursos de formação de professores.

Na prática, o papel da família inclui garantir um espaço adequado para a realização das tarefas, dar acesso a fontes de pesquisa, fornecer os materiais necessários, estabelecer com a criança ou o adolescente uma rotina de estudos, cobrar pontualidade, concentração e capricho - até solicitar que o trabalho seja refeito quando, visivelmente, foi produzido só para se livrar da obrigação. Sua principal missão é estimular ocomprometimento e uma noção de responsabilidade. "Não se trata de estar do lado no momento da lição para exigir a resposta correta, mas de incentivar desde cedo atitudes coerentes em relação aos estudos", ressalta Débora.



Seja mais saudável: plante uma horta em casa

Desmatamento – o retornoCarolina Derivi - 22/11/2012 às 17:12

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva já dá como certa a reversão do quadro de queda histórica no ritmo de desmatamento na Amazônia. A respeito dos dados do Imazon, que detectou por satélite um aumento de 400% no último mês -em relação ao mesmo período em 2011 – disse Marina no Twitter: “Cai por terra uma década na luta contra destruição da Amazônia. Futuras gerações sofrerão as consequências do retrocesso”.
De fato, os ingredientes para a retomada estão todos aí. A expectativa de uma nova crise dos alimentos em 2013, devido aos baixos estoques mundiais de grãos, cria condições para a valorização de algumas commodities agrícolas que já acumulam expressiva alta neste ano.
Acrescente o espalhamento de grandes obras de infra-estrutura na Amazônia sem o devido planejamento territorial, uma combinação que resulta em floresta abaixo desde que o mundo é mundo. Na verdade, nem é preciso que os canteiros entrem em ação. Sabe-se que a mera expectativa de grandes empreendimentos já é suficiente gerar uma corrida pela terra. Só no campo das hidrelétricas, são 23 novos projetos destinados à região amazônica.
A novela do Código Florestal esvaziou a consistência de ações de comando e controle às quais o próprio Governo Federal creditava a queda contínua dos índices desde 2005. Multas e restrições ambientais ao crédito agrícola estão no limbo. O Ibama está é sucateado e perdeu bala na agulha para o estados que não compartilham informações entre si, o que faz com que o tráfico de madeira fique mais difícil de fiscalizar.
Eu incluiria ainda a lenda dos cerca de 15 milhões de hectares já desmatados, porém abandonados ou subutilizados. É um clichê repetido por oficiais de governo e ambientalistas há anos: “não precisamos mais derrubar nenhuma árvore, só aproveitar as terras que já foram convertidas”. Até hoje não existe um plano para isso.
Entretanto, o fato de que ainda estamos lidando com as menores taxas históricas torna o prognóstico um tanto imprevisível. Os vetores de desmatamento são antigos e manjados, mas o balanço da destruição da Amazônia hoje é inédito. É difícil imaginar que uma tendência consistente de queda venha a explodir meteoricamente de um ano para o outro. Se houver alta, porém modesta, o governo botará panos quentes e dirá que não é caso para alarde. E é exatamente nesse tipo de postura que mora perigo.
Eu espero sinceramente que o compromisso brasileiro de reduzir emissões de gases de efeito estufa tenha elevado a barra do jogo. Se o desmatamento na Amazônia é alto ou baixo é uma questão relativa. Os 18 mil quilômetros quadrados derrubados em 2005 já eram considerados avanço. Em 2012, algo como 8 mil deveria ser intolerável.
Foto: Haroldo Kennedy